Uma análise sobre a “Geração Z”

Numa época em que o termo “millennials” (ou “geração Y”) é incluído em praticamente todos os temas, a Truth Central (http://truthcentral.mccann.com), divisão da McCan dedicada a análise de dados, quis saber o que podemos esperar da geração seguinte, a Geração Z. No mais recente estudo “Truth About Truth”, realizado a partir de entrevistas a mais de 30 mil pessoas, a Truth Central começa por explicar aquilo que todas os humanos parecem ter em comum, independentemente do ano em que nasceram: todos querem encontrar-se a si próprios, encontrar as suas pessoas e encontrar o seu lugar no mundo.

Partindo desta premissa, resta saber como cada um destes aspectos é entendido pelas diferentes gerações. Primeiro do que tudo, é preciso perceber que os mais jovens ultrapassam o conceito de nativos digitais. Eles são nativos da acessibilidade e esperam ter acesso a pessoas, locais, ideias e marcas em qualquer local e a qualquer hora. Tendo isto em mente, a Truth Central inicia, então, a exploração dos três princípios base aplicados à Geração Z:

#1 Encontrar-se a si próprios
Está em curso um fenômeno global a que a Truth Central chama “adulting”, ou seja, a transformação da palavra adulto em verbo. Desta forma, a idade adulta não é uma fase a que se chega mas sim um estado fluído em que podem entrar e sair. Para esta geração, ser adulto não é sinónimo de casar e ter filhos mas sim do cumprimento de alguns rituais como passar o Natal com os sogros, ter um smartphone com a tela intacta, ir ao cinema sozinho ou manter as plantas de casa vivas;

#2 Encontrar as suas pessoas
Neste caso, as redes sociais são o principal motor de mudança, podendo ter um impacto significativo na construção de relações. Uma das respostas citadas no estudo revela que um jovem conheceu alguém pessoalmente e que até sentiu alguma ligação, mas assim que viu a sua página online perdeu logo o interesse. A Truth Central aponta ainda para o fato de os “likes”, comentários e compartilhamentos nas redes sociais se terem transformado numa espécie de moeda, muitas vezes com mais valor do que dinheiro;

#3 Encontrar o seu lugar no mundo
Os jovens de hoje são verdadeiros caleidoscópios, de acordo com o mesmo estudo. Dado que a internet veio esbater as fronteiras geográficas, os mais jovens vivem através de diferentes lentes e combinações de influência: “Já não se fala de cinco ou seis tribos, mas sim de milhares de estrelas das redes sociais.”
Adicionalmente, em termos de espaço temporal, quando a Geração Z fala de nostalgia, fala de tempos em que não viveu e que, por isso, não fariam muito sentido associados a esta palavra. Porém, a internet tornou possíveis as viagens no tempo e fez com que muitos jovens se sintam ligados a décadas que não são as suas, como é o caso dos anos 70, 80 e 90.